Série G.A. T1 Ep5

As memórias fazem parte de quem somos até que ponto?

Se esquecermos não seremos mais lembrados por alguns pelo que fomos, mas sim pelo que nos tornamos.

Mas esquecer não apaga o que fizemos e o que fomos, apenas nos coloca em uma posição difícil que também nos faz inesquecíveis.

Isso de esquecer ser hereditário deixa tudo mais delicado. Fica uma sensação nítida de que temos que escrever uma estória bonita e marcante, que não seja esquecida facilmente por terceiros, para ser contada aos próximos quando nos formos mental e fisicamente.

É um legado, ou sinal, ou ainda, um destino essa certeza de um esquecimento eminente. Como fazer para retardar esse destino é o que mais importa no momento.

Busco estar presente e ser importante, mas sinto falta de algo mais. A única certeza é que devo viver para que a bela estória seja escrita antes que as luzes ma memória se apaguem.

 

 

 

Bem vindo ao amanhã

Estar inerte aos 31 anos de idade é castrativo.
Se espera que as pessoas desta idade sejam bem sucedidas financeiramente, graduadas, pais e cônjuges exemplares, reluzentes aos sonhos adolescentes e dos 20 anos.

Uma pena esse entusiasmo juvenil geralmente não durar o suficiente para sobreviver ao concreto mundo adulto e menos ainda a idade madura da próxima década. Que por sua vez, se torna o objeto de esperança para tempos melhores desta faixa trintona, molenga revoltada, que adjetiva bem o presente frustante.

Aos 30 anos, vermos nossas vidas no caminho oposto ao descrito nos 20 anos, precisamos mesmo entrar em contato com a criança interior, relembrar expectativas e saborear antigos estímulos  que nos rotulavam na adolescência, onde por sua vez nos projetavam ao sonhado futuro brilhante à ser vivenciado nos 30 anos.

É isso, ou se acomodar com o estado linear decorrente, acreditar que a decadência tem seu glamour e esperar que todos à sua volta também acredite que esse filme preto e branco que a vida está é uma perfeita etapa a óbvia estagnação literária que demonstra.
Então queridos, como em todos aspectos desta vida adulta imprevisível, devemos escolher.
O que queremos ser agora que crescemos?
Ninguém nunca disse que seria fácil, a não ser você mesmo. Continuar se enganando não é compatível com a conduta de um adulto de 30 anos.